08/09/2008
Maior site de buscas da internet foi fundado em setembro de 1998.
Grupo cresceu 80 mil vezes, e hoje mira mercados da Microsoft e da Apple.
Vinte mil empregados. Valor de mercado de US$ 150 bilhões. Cerca de 650 milhões de clientes diários. Nada mau para uma empresa que nasceu há apenas dez anos como extensão de um projeto feito pelos estudantes universitários Sergey Brin e Larry Page, e que hoje já incomoda até grupos que também surgiram do nada para se transformarem em gigantes rapidamente, como Microsoft e Apple.
Dez anos depois de ser criado como alternativa aos sites de buscas Yahoo e AltaVista - no começo de setembro de 1998, em um dia que nem seus fundadores se lembram corretamente -, o Google é hoje a maior empresa da internet mundial, com participação relevante em serviços como e-mail, mapas, blogs e hospedagem de vídeos. Na década que se passou, o tamanho do Google se multiplicou 80 mil vezes.
Brin e Page investiram, logo de cara, no desenvolvimento do que era sua maior vantagem em relação à concorrência no mercado de buscas: o algoritmo do Google, uma fórmula que unia a capacidade dos computadores de encontrarem conteúdo na internet à chamada "inteligência coletiva".
É uma tese simples. Se as pessoas que publicam conteúdo na web indicam um link para um determinado site sempre que citam, por exemplo, a palavra "parede", significa que aquela página deve estar entre os primeiros resultados quando alguém busca "parede" no Google.
A eficácia do algoritmo do Google fez com que o buscador fizesse sucesso até entre seus então concorrentes. Em 2000, o Yahoo anunciou que abandonaria seu método antigo de buscas, e passaria a oferecer a seus internatuas um sistema feito pelo Google. Um ano antes, a empresa de Page e Brin havia recebido seu primeiro aporte milionário de capital. Aos míseros US$ 100 mil investidos em 1998, juntaram-se US$ 25 milhões, vindos de um fundo de capitais.
Com a entrada de dinheiro, foi possível expandir a empresa e criar novos produtos. Um dos primeiros serviços a aumentarem o portfolio do Google foi o AdWords, plataforma de anúncios exibidos no buscador. Já como um dos sites mais consultados pelos internautas, a página de buscas se tornava um local atraente para anunciantes.
A partir de então, já em tempos da chamada "web 2.0" o Google passou a expandir sua participação em diferentes serviços da rede. Em 2002, surgiram o Froogle, para compras online, e o Google News, um agregador de notícias. Nenhum dos dois, no entanto, impressionou a concorrência.
Mas em 2004, o Gmail tornou-se febre por inovar no espaço de armazenamento para e-mails gratuitos: 1 GB, quinhentas vezes maior do que os 2 MB então oferecidos pelo Hotmail, da Microsoft. Depois, em 2005, surgiriam o Google Maps e o Google Earth, sistemas líderes em exibição de mapas e organização de conteúdo geoespacial.
O primeiro grande passo da gigante ocorreu no final de 2006, quando o Google pagou US$ 1,65 bilhão por um site de vídeos que já começava a mostrar a importância do conteúdo multimídia na rede: o YouTube. Para o Google, era um investimento em uma inovação. Para o resto do mercado, no entanto, soou como alerta, já que a empresa de Brin e Page já possuía um serviço semelhante para compartilhamento de vídeos, o Google Videos.
Os últimos passos foram dados nas semanas que antecederam o aniversário de dez anos. Primeiro surgiu a confirmação de que o primeiro celular baseado em software feito pelo Google, batizado de Android, será lançado em breve, na onda do sucesso do iPhone da Apple. Depois, a empresa anunciou o lançamento do Chrome, navegador para PCs que entra em um mercado dominado até pouco tempo pela Microsoft, mas já abalado pelo crescimento do browser independente Mozilla Firefox.
É tarde demais para o Google abocanhar clientes do celular da Apple e do navegador da Microsoft? Fazer antes da concorrência não parece ser a principal meta da empresa. Surgir 4 anos depois do Yahoo não impediu que o Google se transformasse no líder mundial em buscas.

Fonte: G1 Tecnologia
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06/09/2008
Blogueiro e desenvolvedor Neil McAllister afirma que o novo Chrome define um novo padrão para a web.
Não dá para negar que o Google Chrome foi lançado em um momento oportuno.
Ele é muito mais do que um navegador. Ele representa a última ação do Google na discussão sobre padrões e melhores práticas para da web como uma plataforma de aplicações. Hoje, ele pode ser a oferta mais importante da companhia desde o Gears. Você já baixou o navegador Google Chrome? "O Google Chrome e o Gears entram na web de duas direções. O navegador é um esforço para fazer a web melhor para os usuários. O Gears quer fazer a web melhor para os programadores," disse Adam Goodman no quadrinho de Scott McCloud que apresentou o Chrome. Para nossa sorte, o Google Chrome chega com todas as funções do plug-in do Gears para o Firefox e o Internet Explorer. Ele é, inclusive, mais rápido do que os rivais. Mas não acho que só os usuários ganham com o Chrome. Existem muitas coisas que vão agradar os desenvolvedores também. Esquentando os motores Ou seja, o Google Chrome não significa um navegador diferente para se suportar. Na verdade, é um novo voto para fazer do WebKit o preferido para desenvolvimento web. E o WebKit não foi escolhido só por ser popular. Ele também é muito rápido. As páginas carregam, em geral, mais rapidamente no Chrome do que no Firefox 3. Mais ainda, o WebKit lidera na corrida de compliance com padrões web (o Opera está próximo em segundo). Quanto mais programadores apostarem em códigos completamente compliance, mais estaremos livres de truques não documentados e hacks para determinados tipos de navegadores. E não é só isso. Chrome tem destaque também com o motor de execução de códigos V8, melhor até do que o TraceMonkey do Firefox. A maneira do Chrome lidar com JavaScript significa rodar aplicações web com velocidade incrível. Mas o V8 é também um ambiente apropriado para máquinas virtuais, capaz de realizar múltiplas threads e gerenciar a memória melhor do que qualquer implementação JavaScript. Para os desenvolvedores, isso só solidifica a posição do JavaScript como uma legítima plataforma para desenvolvimento de aplicações. O Google Chrome está, realmente, um passo à frente no projeto de criar o melhor software cliente para uma plataforma de aplicações na web. A Google não precisa que o Chrome seja um matador de Firefox ou mesmo ter a liderança no setor de navegadores. O importante é que o Chrome vai nos manter debatendo - e isso vai ajudar a levar a web para frente. Agora é o momento de discutirmos novos padrões e práticas para a web. Neste debate, o Google está claramente na ponta da mesa.
Pode não ter surpreendido ninguém a decisão do Google de usar o motor de renderização do WebKit HTML, mas isso é significativo. O WebKit, uma versão melhorada do projeto open source KHTML, é um motor de renderização usado pela Apple no Safari. É também o motor usado no iPhone e no Google Android, duas das mais importantes plataformas móveis hoje.
Fonte: ComputerWorld
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